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Larissa Silva Modesto .
O amor é feito de paixões
E quando perde a razão
Não sabe quem vai machucar ♪
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
“E depois de um tempo eu entendi que esquecer não significava ignorar uma chamada no telefone, nem evitar reencontros casuais. Eu descobri que quando você esquece, atende o telefone e sua voz não falha, que reencontros casuais não mais faziam as pernas tremerem. Eu descobri que o lado mais triste do amor, é não sentir mais nada.”
— But, I like you.
“Hoje eu não sinto mais saudade de você. Não estou dizendo essas palavras para te atingir, me vingar ou fingir que não estou mais nem aí. Só não sinto mais saudade de você. Antes aquela saudade me consumia, fazia meus olhos encherem de lágrimas, fazia meu coração tremer. Hoje tudo isso passou. Procuro no passado o que me fez te querer tanto. Não acho. Você continua bonito, engraçado e sedutor. Mas não vejo mais graça nisso tudo. Não me abalo mais com tanto poder de sedução. O encanto acabou, a magia se partiu, tudo ficou bem terminado aqui dentro. Isso antes me entristecia, hoje me deixa com olhar de paisagem. Não sinto nada. Nem seu cheiro sinto mais. Antes, fechava os olhos e conseguia sentir seu perfume. Passou. Meu Deus, eu achei que nunca ia passar! Pensei que meu sofrimento jamais teria fim. Mas teve. Um fim bonito. Um fim que não deixa nem saudade.”
— Clarissa Corrêa
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Um dia vai aparecer “O alguém”, aquele cara especial, que vai te amar, e mesmo quando você acordar com o cabelo todo bagunçado, ele vai achar você a mulher mais linda do mundo dele. E só pra te irritar numa tarde de domingo, ele vai te ver
lendo aquele livro que você ama, vai tomar da sua mão e vai te chamar pra fazer algo mais “interessante”.. Vai falar que entre muitas, escolheu você. Um dia você vai achar um cara, pelo qual vale a pena lutar, e só assim você vai perceber que os outros, foram apenas outros.
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Você vê aquele casal feliz, de mãos dadas sorrindo como se o mundo estivesse prestes a acabar, mas tudo bem. E pensa que a felicidade não é pra você. Você chega em casa e chora, e se pergunta se realmente tem algo de errado contigo. Então você lembra que o amor não é pra você. E fica feliz por estar sozinha, mas essa felicidade só dura alguns segundos. No auge da sua solidão você imagina o quanto era bom ter alguem para te abraçar, alguem que te ligasse e que se importasse com você. Um nome sempre vem a tua mente, mas você tenta logo evitar. Você lembra que esse alguem não é pra você. Todo mundo parece tão feliz, independentemente dos problemas que dizem enfrentar, e você continua ai, com esse vazio escorrendo pelas aberturas do coração. Você olha em volta, e procura por aquele motivo que te fez querer levantar pela manhã. Então você percebe que você não é motivo que faz ninguem levantar pela manhã. Mas você continua não é mesmo? Mesmo percebendo que essa vida parece não ser feita pra você. E todos os dias você se pergunta o que é que te mantem forte. Talvez seja a esperança de algo melhor.
Quando você realmente quer, você realmente precisa, você vai atrás. Você liga, você procura. Quando você realmente quer, você prova que ama, você cria expectativas, você vive, baseia-se na teoria mal resolvida que é estar à dois, mas como um só. Você sorri, você compartilha, você abraça, você sente. Quando você realmente quer, você não desisti, você não abre mão. Quando você realmente quer você está presente até na ausência
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Quem entende como as pessoas se apaixonam? Pode acontecer de uma hora para outra. Você conhece uma pessoa a vida inteira e um dia nota alguma coisa, um detalhe que nunca tinha percebido antes, e pimba: amor à milésima vista.
O Valter e a Nancy, por exemplo. Amigos desde o tempo de escola, o Valter conta que aconteceu num dia em que os dois vinham pela rua com uma turma, a Nancy um pouco na frente, e de repente ela levantou o cabelo por trás com as duas mãos e segurou no topo da cabeça, mas sobraram alguns fios. Aqueles fios finos e curtos que cobrem a nuca, o Valter diz que foram os cabelos da nuca.
Ele foi tomado de um tamanho sentimento de carinho por aqueles fios na nuca da Nancy que chegou a parar, diz ele que para não chorar. Depois correu atrás dela e beijou a nunca, e no dia seguinte estavam namorando firme, para surpresa de amigos e familiares.
Já a Nancy diz que não se apaixonou na hora, só dias mais tarde. E só quando o Valter não está perto conta como aconteceu. Se apaixonou numa festa a que foi com o Valter e na qual, quando gritaram “Todo mundo nu!”, o Valter tirou um saco de plástico, dobrado, do bolso. Tinha trazido um saco plástico para guardar a sua roupa e a dela e evitar que se misturassem com as dos outros. Aquilo a enterneceu. “Foi o saco de plástico”, conta a nancy.
Como o amor acaba é outro mistério. A Joyce e o Paquette, por exemplo. Namoraram anos, noivaram, casaram e tudo acabou numa noite. Acabou numa frase. Os dois estavam numa discoteca, sentados lado a lado, vendo os mais jovens se contorcendo na pista de dança, e o Paquette gritou:
- Viu a música que está tocando?
a Joyce:
- O quê?!
- A música. Estão tocando a nossa música. Lembra?
- Hein?
- Estão tocando a nossa música!
- O quê?
- A música. Do nosso noivado. Lembra?
- Eu não consigo ouvir nada com essa porcaria de música!
- Esquece.
- Luis Fernando Veríssimo - Paixões, in Comédias
Quem entende como as pessoas se apaixonam? Pode acontecer de uma hora para outra. Você conhece uma pessoa a vida inteira e um dia nota alguma coisa, um detalhe que nunca tinha percebido antes, e pimba: amor à milésima vista.
O Valter e a Nancy, por exemplo. Amigos desde o tempo de escola, o Valter conta que aconteceu num dia em que os dois vinham pela rua com uma turma, a Nancy um pouco na frente, e de repente ela levantou o cabelo por trás com as duas mãos e segurou no topo da cabeça, mas sobraram alguns fios. Aqueles fios finos e curtos que cobrem a nuca, o Valter diz que foram os cabelos da nuca.
Ele foi tomado de um tamanho sentimento de carinho por aqueles fios na nuca da Nancy que chegou a parar, diz ele que para não chorar. Depois correu atrás dela e beijou a nunca, e no dia seguinte estavam namorando firme, para surpresa de amigos e familiares.
Já a Nancy diz que não se apaixonou na hora, só dias mais tarde. E só quando o Valter não está perto conta como aconteceu. Se apaixonou numa festa a que foi com o Valter e na qual, quando gritaram “Todo mundo nu!”, o Valter tirou um saco de plástico, dobrado, do bolso. Tinha trazido um saco plástico para guardar a sua roupa e a dela e evitar que se misturassem com as dos outros. Aquilo a enterneceu. “Foi o saco de plástico”, conta a nancy.
Como o amor acaba é outro mistério. A Joyce e o Paquette, por exemplo. Namoraram anos, noivaram, casaram e tudo acabou numa noite. Acabou numa frase. Os dois estavam numa discoteca, sentados lado a lado, vendo os mais jovens se contorcendo na pista de dança, e o Paquette gritou:
- Viu a música que está tocando?
a Joyce:
- O quê?!
- A música. Estão tocando a nossa música. Lembra?
- Hein?
- Estão tocando a nossa música!
- O quê?
- A música. Do nosso noivado. Lembra?
- Eu não consigo ouvir nada com essa porcaria de música!
- Esquece.
- Luis Fernando Veríssimo - Paixões, in Comédias
A gente tinha quase tudo pra ser feliz. Só que nossos sonhos não deram as mãos, não se atraíram, não se olharam, não se quiseram. E você não teve coragem pra lutar. O nós existe quando os dois fazem questão que ele exista. E sobreviva. Mas nada disso aconteceu, seu orgulho é maior. E eu perdi o amor-próprio e te pedi tantas vezes por-favor-fica-comigo e você nem teve a capacidade de conversar com honestidade. E isso me doeu por tantos dias. Fiquei completamente perdida. E ainda penso em você. Não com saudade nem com vontade. Mas como uma coisa que me machucou demais. Porque as feridas demoram muito pra sarar.
Clarissa Correia
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